Eu não estou doente. Estou morrendo mesmo.
Não dá.
A minha garganta resolveu doer de uma hora para a outra sem motivos lógicos.
Legal, né?
E o ruim da situação é que vou ter que faltar aula amanhã.
"CAROL, MEU DEUS, VOCÊ ESTÁ MORRENDO MESMO! NÃO QUER FALTAR AULA? MEU DEUS!"
Eu não quero faltar aula, eu preciso ir para a escola.
Motivos?
Eu apenas preciso, não me sinto bem quando falto.
Mesmo morrendo, eu tenho condições para ir, mas certas pessoas não querem me levar.
Certas pessoas = minha família.
O engraçado é que quando eu fico doente, eu falo muita bobeira. É do nada, não sou eu quem fala aquilo. Uma segunda voz, talvez.
Hoje, por exemplo, me perguntaram se eu estava com fome.
Eu ia responder "não".
Mas minha fala transformou o "não" em: "Boa noite... Não, não tire meu capuz, eu me sinto incompleta sem ele"
Sério, aconteceu isso mesmo.
E alguns casos de sonambulismo aconteceram hoje mesmo.
Eu apareci no meio do corredor, implorando por papel.
PAPEL, CARA. PAPEL.
Também houveram crises de risos enquanto eu ia para o hospital.
Parecia que eu estava indo para a praia, sei lá.
Eu só sei que estou com medo de mim.
Mas já estou me recuperando, um pouco melhor agora.
Eu acho que quando eu me recuperar por completo, vou olhar para essa postagem e falar "Que diabos eu escrevi aqui?!"
HAHAHAHAHAHA
Papel, por favor, eu preciso de papel. Eu suplico. Papel.
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