"A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena"

Postado por Carol Langer em quarta-feira, setembro 18, 2013

Minhas habilidades para atuar nunca foram tão testadas quanto hoje.

Vou contar desde o começo o que aconteceu:
Há dois meninos idiotas na minha sala, dois idiotas que já citei em outra postagem.
Eles perturbam eu e minha amiga, Raphaela (blog dela aqui).
E todos nós sentamos perto uns dos outros.
É mais ou menos assim:

[EU]         [CHATO2]
[CHATO1] [RAPHA]

É terrível! Eles pegam os bilhetes que passamos e leem em voz alta, além de roubarem as nossas coisas. São praticamente feitos para o circo.

Até que hoje a minha paciência e a da Rapha acabaram.
Eles começaram a nos xingar e rir da nossa cara, sem parar.
Então eu me levantei com toda a classe do mundo sqn, empurrei um dos meninos e ergui a mão para bater naquele rosto já deformado dele sim, eu bato em quem eu quiser, então cuidado, mas rapidamente raciocinei que havia uma vingança muito melhor e bem planejada do que aquela.

Eu contei meu plano para a Rapha, e ela concordou.

~Sinal para o intervalo: era a hora.

Nos escondemos no banheiro e esperamos a sala esvaziar (não pode ficar na sala durante o recreio). 
Ok, corremos até a sala, pegamos o material do [Chato1] e espalhamos para tudo quanto é lado: Jogamos o estojo perto da mesa do professor, os lápis no chão, rabiscamos a carteira e até pegamos um bilhete que ele tinha nos roubado.
Depois desse nosso "vandalismo", voltamos ao banheiro e ficamos conversando, tentando imaginar qual seria a reação do menino e como iríamos disfarçar nossa risada.

Acontece que esquecemos de um detalhe.
Um detalhe importante,
mas que acabou ajudando mais do que o esperado:
Seria aula de matemática depois do intervalo.
E o professor de matemática é simplesmente o mais terrível da escola inteira.
Ele é muito bravo, e se visse aquilo do jeito que estava, não descansaria até encontrar o culpado.
Mas era tarde demais.

Entrou o professor, aí o menino.
Primeiramente o professor não havia notado a bagunça porque ele é um cego, mas foi só o menino chegar para começar a confusão.
O professor deu um discurso de vinte minutos, prometendo que ele iria descobrir quem foi que fez aquilo e que hoje foi apenas um diálogo, da próxima vez irá ser muito mais sério! e também que  quando ele descobrir, o culpado levará suspensão!
Eu me segurei muito pra não começar a rir igual uma louca, mas lembrei que ouso me chamar de atriz, então relaxei e fiquei com cara de "e dái?! Eu não fiz nada, professor" porque ele me olhava com muita raiva (afinal, a vítima sentava atrás de mim). Resumindo, mesmo que eu tenha ficado rindo por dentro, estava neutra por fora.
Além de que chamaram a Orientadora Educacional daquela joça para dar um discurso de moral e blábláblá.
Os meus colegas deviam me agradecer por ter feito eles perderem tanto tempo da aula de matemática (que iria ter prova. IRIA. sim, eu fiz a turma perder prova, ops) aff, sou uma santa mesmo.

É óóóbvio  que o menino sacou que foi a gente. Ele está nos chantageando agora, mas quem disse que a vingança está feita?

Isso foi tudo planejado
e isso é só o começo.

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